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Por ordem da antiguidade, as Gafanhas iniciaram-se com a da Cale da Vila, da Gramata, dos Caseiros, da Vagueira e da de Aquém.
A Gafanha da Gramata , ou Gafanha da Maluca, só em 1848 começou a designar-se de Gafanha da Encarnação , por naquele ano a Joana maluca e o seu segundo marido terem mandado construir a primeira capela deste lugar , dedicada a Nossa Senhora da Encarnação. A designação de "Gramata" adveio do nome de uma planta marinha abundante na zona. A actual Gafanha da Encarnação tomou então aquele nome, não só pela existência da tal planta , mas pela necessidade de a distinguir da já existente Gafanha da Cale (Canal) da Vila (Aveiro), que se tornaria a Gafanha da Nazaré. Erradamente, chegou a supor-se que o nome de Gramat viria de Joana gramata, mas de facto foi contrário, Joana rosa de Jesus é que tomou o nome popular de joana Gramata. Como a igreja paroquial de Vagos ficava longe e a única capela de toda a Gafanha, ainda que por mais acessível não oferecia grande comodidade de deslocação, Joana Maluca fez surgir uma capela na sua horta, que dedicou a Nossa Senhora da Encarnação. Desde essa altura que ficou como que construída uma nova povoação - a povoação da Gafanha da Encarnação. Não era de grandes dimensões esta Capela de Nossa Senhora da Encarnação, tendo sido ampliada em 1877, para o dobro, altura em que se constuíu a torre onde se colocaram dois sinos. Em 1901 foi criada a Irmandade de Nossa Senhora da Encarnação e Almas, a primeira fundada em toda a Gafanha. Em Julho de 1907 foi demolida a capela, já demasiado pequena, tendo-se iniciado a construção da actual igreja paroquial. Em 1909, a obra estava pronta, ainda que desprovida dos altares, ali colocados em 1912.
Texto: Junta Freguesia da Gafanha da Encarnação
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