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Edificação de madeira, em tábuas sobrepostas, e pintado de vermelho com listras negras, o Palheiro José Estêvão situa-se à entrada da Costa Nova, destacando-se ainda por toda a história que o envolve, desde a sua aquisição em meados do século XIX por José Estêvão Coelho de Magalhães.
Nascido em Aveiro a 26 de Novembro de 1809, José Estêvão foi um defensor da causa liberal, tendo estado em Inglaterra e depois na Terceira, desembarcando no Mindelo em 1832. Regressado a Aveiro, retomou o curso de Direito na Universidade de Coimbra, e foi depois deputado por Aveiro, fundando, em 1838, o jornal "O Tempo". De entre as causas que defendeu registam-se, com particular destaque, a edificação do novo Liceu de Aveiro e a passagem pela cidade da linha de caminhos de ferro que ligava Lisboa ao Porto. Faleceu em Lisboa, a 4 de Novembro de 1862.
Em meados do século interessou-se pela moda que então despontava de "ir a banhos", adquirindo o palheiro da Costa Nova, por onde passaram célebres intelectuais e políticos no século XIX, entre os quais se destaca Eça de Queiroz ou Oliveira Martins.
A Costa Nova, cuja origem remonta à abertura da nova barra, em 1808, viu crescerem, desde esse ano, uma série de palheiros, de tábuas sobrepostas e pintados de vermelho, que se destinavam aos pescadores. Com a transformação desta zona numa importante estância balnear, para cuja fama muito contribuiu José Estêvão, os palheiros foram perdendo a sua função original, sendo alugados aos que procuravam o local para os seus banhos.
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